today’s fortune….
Today’s fortune: Make yourself necessary to somebody
Seu desejo é uma ordem.
Today’s fortune: Make yourself necessary to somebody
Seu desejo é uma ordem.
cansei.
Mais um brainstorm. O último capítulo. Escrever muito e dizer pouco, ou nada.
É o final, afinal. ? Parte I
Tudo muito simples: Tudo passa e tudo vai passar. Acredito que nada do que eu disser aqui vai durar para sempre. Sei que isso é uma contradição, mas a toda regra existem exceções, coisa que eu sempre soube na apenas teoria, e tive a chance de experimentar e vivenciar estes conselhos e conclusões clichês apenas quando este livro foi escrito.
Um exemplo prático disso é o que estou fazendo agora: Ouvindo Jimmy Eat World e escrevendo um post no Word. Na minha lista do Winamp ainda tem um CD do Avenged Sevenfold e um do Bodyjar. Pode parecer estranho, mas eu nunca me imaginei ouvindo a gritaria do Avenged Sevenfold ou o ?Emocore? do Jimmy Eat World. Usar Word então… Ah! Nem pensar. Motivos para isso? Tsc!
Eu deveria começar dizendo que foi muito importante. Tudo o que aconteceu, desde os 10 últimos dias de 2002, até o fim do primeiro trimestre de 2004. Cada coisa que aconteceu teve sua importância. Nada parecia ter conexão, mas, em certo ponto, as histórias se encontraram e tudo começou a fazer sentido. As pessoas têm prioridades, geralmente as mesmas, mas em ordens diferentes. Uns têm faculdades, uns tem família, uns tem emprego, uns tem filhos… e fazem destas coisas a maior preocupação de suas vida. Felizmente eu tenho a faculdade, a família, o emprego, e a banda.
Acredito que muitos possam me julgar de uma maneira diferente, por eu considerar a banda uma das principais prioridades na minha vida, mas sei que minha vida não faz sentido para muitas das pessoas que se julgam normais. Esta tal ?linha da vida? que os normais seguem é aquela vida de família feliz de novelas tipo Malhação, onde todos são felizes e o maior problema das pessoas é escolher a cor da roupa para sair. Aliás, elas saem todos os dias e vão sempre para mesmo lugar.
Nem todos optam por viver nessa vida de televisão, e alguns preferem seguir um caminho paralelo. É claro que o fato de encarar a banda como uma coisa séria não me faz abrir mão de nenhuma outra atividade ou responsabilidade da vida, mas é o que torna a minha vida corrida. Após anos vivendo numa realidade meio alienada e totalmente ociosa, consegui ter muita coisa para fazer. Não ter mais tempo para nada pode parecer uma coisa horrível para uns, mas em traz uma tranqüilidade, e não sei bem o motivo.
Todo o tempo livre da minha vida (tempo que não uso para faculdade, trabalho ou dormir) hoje em dia é aplicado rock, e principalmente em Bad Car Crash. É claro que passo um tempão no ICQ e jogando BW, mas sempre estou buscando ou pensando em algo para acrescentar à minha vida e à banda. Acredito que tudo isso tenha tornado minha vida diferente, e completamente vinculada ao BCC.
Mas é claro que este vínculo depende única e exclusivamente das coisas que me fazem acreditar que vale a pena continuar nesta vida. A principal delas, com certeza, é o fato de conviver com pessoas que consideramos amigas. Os amigos são a parte fundamental de toda esta estrutura. Nada se compara a isso, posso garantir. Acredito que cada um tenha seus sonhos, e sei que junto com eles poderei realizar um dos meus, nem que demore 200 anos, aconteça o que acontecer.
Esta convivência exige paciência. Tudo tem seu tempo, e cada um tem seu ritmo. Quando tudo isso é compreendido e respeitado (como é e sempre foi) as coisas acontecem naturalmente. Não é fácil juntar quatro pessoas completamente diferentes. Totalmente diferentes. Cada um se esforça para fazer o melhor para o grupo. É uma equipe, e todos nós nos empenhamos para manter isso agradável, e está sendo. E assim vai ser, afinal, somos amigos.
As bandas de Curitiba realmente são muito boas. Desde que conheci e comecei a acompanhar a ?cena local?, vi dezenas de bandas legais, desde o reggae até o metal. Algumas das minhas bandas favoritas são curitibanas. Das principais, cito duas; Boi Mamão e Os Catalépticos. Fico triste por nunca ter visto um show do Boi Mamão e faço o possível para assistir um dos Catalépticos. Faço o possível para a acompanhar todos os shows e tudo que acontece por aqui. Nesta ?cena? eu conheci centenas de pessoas, e gostei da grande maioria. Acredito que nem 5% delas eu deixaria de cumprimentar. É muito legal sair, ir a um show de uma banda de amigos, e lá encontrar muitos outros.
Todo dia a gente acaba conhecendo alguém, principalmente ali, onde todos se conhecem. Se você não conhece alguém, pode saber que vai conhecer em questão de tempo. Se a cidade não fosse Curitiba e não fôssemos (maioria) curitibanos, este tempo seria bem reduzido, mas.. ainda assim, acabamos conhecendo as pessoas. É um mundo fechado, que por muitos é considerado ?uma panelinha? que ninguém entra. Não faço parte da ?grande panelinha?, mas me dou bem com quase todo mundo de lá. Encaixo-me no grupinho que vai lá na frente do 92º mesmo quando não pode entrar, mas só para dar um oi para as pessoas que merecem. Faço isso sim, e farei sempre que puder.
É inevitável que se forme uma rede de pessoas, tipo o Orkut, mas na vida real. As coisas são assim desde o tempo em que o homem usava uma clava e arrastava a mulher pelo cabelo. É inevitável não cair nesta rede. Nesta rede podemos construir ou destruir vidas. A nossa, a dos outros… enfim: vidas em geral.
Quem é leitor assíduo do blog (desde o tempo do modinha da internet, do mercadinho, do bloco qualquer, etc.) deve ter lido algo sobre o grande 1999. Neste ano, as coisas aconteceram. Talvez ali tenha começado uma nova fase da minha vida. Diariamente eu digo que minha vida vai mudar e vai começar uma nova fase, mas acho que nem sempre isso funciona. Não por falta de vontade, mas simplesmente não acontece. O que interessa mesmo é que naquele ano, aconteceu. Sem querer. Quando percebi, já havia caído na rede. E caiu na rede, já sabe: se deu mal.
E é claro que me dei mal. É claro que as coisas terminaram do jeito que terminariam no futuro. No futuro que eu imaginava que seria bem diferente. Lembro de tudo. Daquela casa, daquele quarto, daquela porta, daquele sorriso, e daquele final. Não interessa o final, mas não foi o que eu esperei. Fiz planos, e tudo terminou da maneira oposta. O simples fato desta história ter um final já torna tudo diferente do que imaginei por muito tempo.
Finais iguais, histórias diferentes. Não é só uma música, mas também a prova de que estas coisas acontecem com todos. Cada história tem suas particularidades, mas duas delas me fizeram pensar. E aprender.
O ano de 2003 começou errado. Não havia motivação alguma. O Bad Car Crash era um trio, que tocava apenas 3 músicas o ensaio inteiro. Já havíamos passado por momentos difíceis no final de 2002, como a saída e a volta do Carneiro (é, muitos nem souberam que ele saiu, mas voltou em pouco tempo) e o Thiago, que era nosso guitarrista, mas também não era. Nestas horas, nem o mais otimista dos esperançosos acreditava que algo poderia dar certo. O Ninja I estava quase ali, e continuava como uma grande incógnita. De repente a pessoa certa está no lugar certo, e o problema se resolve. E até hoje está no lugar certo, diga-se de passagem. Surgiu do meio do nada um meninilson que salvou a lavoura. E daqui ele não sai, porque o passe não está a venda.
A faculdade era nova. Uma está pela metade, e muitos não acreditam que um dia vai terminar do jeito certo, na formatura. Hoje em dia, nem eu acredito que aquela seja terminada, mas naquela época, seria. Eram apenas 4 anos de ?folga?. E tudo estava certo, afinal, ainda não havia tempo para nada ter dado errado. A vida estava boa, mas nada disso completava. Depois, no meio do ano, a nova demo foi gravada. Foi o empenho, mas valeu a pena. Até hoje ela nos ajuda a seguir. O CD já está inteirinho programado, mas não vai tirar o mérito dessa demo. A primeira, a ?Incompleto?, não é tão especial quanto essa. Nem perto. Dizem que isso não se faz, mas eu não me importo. Esta é a minha favorita, de longe. Por tudo. Pelos quase 1000 km rodados e por todo o resto. Mas mesmo com tudo isso de bom acontecendo, aquele vazio continuava ali. Como sempre fica. E vai. E volta. Mas a uma certa altura, acreditei que ele havia desaparecido.
Como todos sabem, sou uma pessoa que não acredita nas coisas. Acredita em pessoas, não em todas elas, mas não acredita em coisas. OK. Outro problema sério é a empolgação instantânea. Tudo parece a coisa mais legal do mundo em poucos segundos. Depois volta ao seu lugar normal, geralmente como ?normal? ou ?praticamente insignificante?. Mas às vezes os fatos parecem ser mais sinceros do que parecem.
Até agora falei sobre fatos que não têm nenhuma relação entre si, porém, no fim do ano passado tudo se juntou. Acreditar, empolgar, tocar, conhecer, finais, etc.
Continua…
Avenged Sevenfold, Darkness Surrounding.
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